Passas o dia a desenvolver as competências dos outros. Quando foi a última vez que desenvolveste as tuas?
Há um certo paradoxo na profissão de formador ou consultor de recursos humanos. Passas os teus dias a identificar lacunas de competências nas equipas com que trabalhas, a desenhar programas de desenvolvimento, a facilitar aprendizagens. Acreditas genuinamente no valor da formação e do crescimento contínuo.
E ainda assim, quando é a tua vez de ser avaliado — quando tens de apresentar perante um grupo difícil, de facilitar uma sessão onde a energia está baixa, de convencer um cliente cético do valor da tua proposta — descobres que há margem de melhoria que nunca trabalhaste de forma estruturada.
O sapateiro de mau sapato — mas não tens de ser
A expressão é conhecida. E há razões compreensíveis para este padrão: quando o teu trabalho é desenvolver os outros, o teu próprio desenvolvimento fica em segundo plano. O tempo é escasso. As prioridades são outras. E há sempre a ilusão de que, como já sabes tanto sobre desenvolvimento, o teu próprio crescimento acontece automaticamente.
Não acontece.
Saber muito sobre comunicação é diferente de comunicar bem. Conhecer os modelos de feedback não é o mesmo que dar feedback de forma eficaz. Ter formação em facilitação não garante que as tuas sessões prendam a atenção de grupos difíceis.
A competência de comunicação — especialmente a comunicação oral, em público, sob pressão — exige prática deliberada, não só conhecimento teórico.
O que um formador excelente tem que um bom formador não tem
Os formadores que os participantes recomendam com entusiasmo, cujas sessões ficam na memória, que conseguem transformar um grupo resistente num grupo comprometido — têm algo em comum.
Não é necessariamente mais conhecimento técnico. É presença. É a capacidade de ler a sala e adaptar o discurso em tempo real. É saber quando uma explicação não está a chegar e mudar de abordagem sem perder o fio. É usar o humor no momento certo. É gerir o silêncio sem ansiedade. É criar um ambiente onde as pessoas se sentem seguras para participar.
Tudo isso é comunicação. E comunicação, mais uma vez, treina-se.
O que os Toastmasters oferecem a formadores e consultores de RH
O Algarve Toastmasters Club reúne-se todas as quartas-feiras em Faro. Para um formador ou consultor de RH, a experiência tem um sabor particular: estás do outro lado — és tu o aprendiz, és tu que recebe feedback, és tu que se expõe perante uma audiência que não conheces.
É desconfortável. E é exactamente por isso que é valioso.
Praticar em contexto real. Nas sessões de Toastmasters, falas para pessoas reais que dão feedback real. Não é role-play com colegas que já te conhecem — é uma audiência genuína que reage genuinamente ao que dizes e como o dizes.
Feedback específico e acionável. O sistema de feedback dos Toastmasters é rigoroso e estruturado. Para cada discurso, há um avaliador que analisa especificamente aspectos da comunicação oral — e dá feedback que podes aplicar imediatamente. Para alguém que conhece bem os modelos de feedback, perceber o quão diferente é receber bom feedback do que analisá-lo teoricamente é uma lição valiosa em si mesma.
Improviso e gestão de grupos difíceis. O exercício de Table Topics — responder a questões inesperadas em tempo real — simula uma das situações mais exigentes na vida de um formador: a pergunta ou comentário que não antecipaste, que desafia o fio da sessão e exige uma resposta imediata e coerente.
Desenvolvimento de liderança. Para além da oratória, os Toastmasters têm um programa de liderança estruturado. Há oportunidades de organizar sessões, liderar equipas, desenvolver competências de gestão num contexto real — o que para um consultor de RH é também um laboratório de aprendizagem vivo.
Credibilidade que se constrói ao vivo
Para um formador ou consultor de RH, a credibilidade é o ativo mais importante. E parte significativa dessa credibilidade vem da forma como te apresentas — na proposta comercial, na reunião de diagnóstico, na sessão de formação, na apresentação de resultados.
Se essa apresentação é segura, clara e convincente — os clientes confiam mais. Se há hesitação, se a estrutura é confusa, se a presença é fraca — a dúvida instala-se, independentemente da qualidade real do teu trabalho.
Investir na tua própria comunicação é, portanto, um investimento direto na tua credibilidade profissional. E para alguém que passa a vida a convencer outros do valor do desenvolvimento — é também uma demonstração de coerência.
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Se és formador ou consultor de RH no Algarve e queres trabalhar a tua comunicação de forma estruturada e com feedback real, vem conhecer o Algarve Toastmasters Club. A primeira sessão é gratuita.
As sessões realizam-se todas as quartas-feiras em Faro. Aplica ao teu próprio crescimento o mesmo rigor que aplicas ao dos outros.